DOENÇA DE POMPE
Perfil de Doença Genética
Etiologia:
A degradação reduzida do glicogênio nos lisossomos leva ao acúmulo de glicogênio em praticamente todos os tecidos. As vias celulares primárias para a cisão do glicogênio permanecem intactas (por meio do a-D-glicose 1-fosfato das células), mas não estão disponíveis nos lisossomas.
Patogênese:
Miopatia progressiva
Participação de órgãos, em particular cardiomegalia
Principal causa de morte é a insuficiência respiratória
Descrição clínica:
Na doença de Pompe foram caracterizados os seguintes quadros clínicos, com base no nível de atividade enzimática:
Início precoce (infantil)
Os sintomas aparecem no nascimento (hipertrofia cardíaca, hipotonia generalizada e hepatomegalia moderada).
A maioria dos pacientes morre de insuficiência cardiorrespiratória no primeiro ou no segundo ano.
Início tardio (adolescentes e adultos)
Os sintomas aparecem entre o início e o fim da infância ou até bem mais tarde (entre os 20 e os 60 anos de idade).
Miopatia progressiva, basicamente nos músculos do tronco, dos membros inferiores e do diafragma.
Sintomas:
Miopatia progressiva e hipotonia generalizada
Respiração difícil
Hipertrofia cardíaca (forma infantil)
Hepatomegalia e desenvolvimento motor prejudicado (forma infantil)
Genética:
Incidência estimada: 3000 a 5000 pessoas
A freqüência varia de um grupo étnico para outro:
- Sul da China e Taiwan: 1 em 40.000 a 50.000
- Populações caucasianas: 1 em 100.000
- População da Holanda: 1 em 50.000
Tratamento específico:
Terapia de reposição enzimática em fase de estudos clínicos.
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